Nuno Costa Quinteto

  • (...) Sempre gostei de ouvir música em que os temas não são meros pretextos para os solos. Gosto de sentir que desde o primeiro momento, intro - tema, passando pela improvisação (ou improvisações) até ao tema final (ou coda) se está a contar uma história e que há uma linha imaginária que nunca é quebrada. Nuno Costa, com (J.G .- J.M. - O.G .- B.M. e A S.M.) fez um disco assim. Tudo tem uma razão para lá estar. Talvez o modo e a inteligência como a música escrita se relaciona com a improvisada, como muitas vezes os solos dos vários instrumentos aparecem em estruturas e partes diferentes, seja o que torna o disco tão cativante. Dá prazer ouvir e nunca é previsível. Não sinto que seja preciso pedir mais de um disco.

    Mário Laginha
  • (...) Costa employs a generally self-effacing modus operandi tending to push the other soloists forward, much as Miles Davis was latterly wont to do. But whilst the guitarist takes something of a democratic stance as far as soloing goes, his music is engaging, expertly arranged and performed, compositionally hypnotic and definitely deserving of more exposure.

    Roger Farbey, All About Jazz, Maio 2015
  • Com Detox, o guitarrista e compositor Nuno Costa, afirma-se totalmente no ambiente do jazz actual e moderno da era após 2000, construindo um mundo próprio de composições muito bem escritas e orquestradas, e usando um tipo de linguagem harmónica-melódica, bastante contemporânea do seu tempo.

    Detox é um CD que tem tanto valor no meio do jazz português como no meio dos USA, ou internacional , dado que apresenta um equilibrio muito bem conseguido entre a forma, a dinâmica, a harmonia , a melodia,e os solos, através de composições super intrincadas, sinuosas e frescas por um lado, e por outro , exóticas e pertubantes, revelando um encontro ,muito bem sucedido em que o compositor sai do seu espaço confortável e arrisca com grande subtileza em composições que quebram hábitos e lugares comuns, quando comparadas com a maior parte do tipo de composiçao que é vulgar até nos melhores artistas actuais de jazz moderno.

    Um cd a ouvir pela sua arte.

    Pedro Madaleno
  • Le répertoire est entièrement constitué de compositions originales dont plusieurs inspirées par le caractère belliqueux de la guêpe: A vespa contra-ataca, Vespa: o ataque final. Nuno Costa, qui maîtrise tous les registres de la guitare électrique (écoutez l'intro solo de Hum), a construit ses compositions comme des immeubles à plusieurs étages. C'est souvent la guitare qui introduit la mélodie, rejointe bientôt par le piano ou la rythmique, puis seulement par les souffleurs (Hum, Voando sobre um ninho de vespas, Desespero do embalo). La guitare est encore mise à l'honneur sur A vespa contra-ataca (intro), accompagnée par la seule contrebasse et les percussions de Andre Sousa Machado. Parfois, ce sont les souffleurs qui entament le thème, avant qu'il ne se développe avec la guitare et le piano (SR Puto, Vespa: o ataque final).

    Un jazz post-bop aux savants alliages de sonorités et aux mélodies pleines de charme.

    Claude Loxhay, Jazz Halo, 2015
  • The newest from guitarist Costa possesses a serious vibrancy and gets served up with an appealing easy-going delivery.  Strong melodies take on a dreamy presence while given plenty definition from the piano-bass-drums rhythm section.  Trumpet and alto sax round out the sextet on this excellent session.

    Dave Sumner, Bird is the Worm, 2015
  • O último disco do Nuno – “Detox” -  é um disco incrível. Uma sonoridade inovadora, que enriquece muito o jazz, representando Portugal ao mais alto nível. É um ataque forte e rápido à sonoridade do jazz, sobrevoando um inúmero número de possibilidades…

    Miguel Bordalo, Rufus... He's the Man, Zero Emag, 2015
  • No terceiro disco de Nuno Costa ficamos com a sensação de que tudo gira em volta das canções: a preocupação central é a de fazer bons temas, com uma escrita bonita, elegante, actual. O guitarrista consegue-o, pois as sete faixas do álbum são muito bem tocadas, por um grupo tecnicamente evoluído e com um óptimo som conjunto. Além disso, a forma como arranja e distribui a escrita pelos instrumentos salienta as qualidades individuais.

    Gonçalo Falcão, Jazz.pt, 2015
  • The tone of the album really is well represented by the cover art: imaginative, gentle, even a bit whimsical at times.There's musical variety here, but it always leans toward the lyrical.

    Mark Sullivan, All About Jazz, 2015
  • Nuno Costa não é apenas mais um guitarrista em terra de guitarristas, e tão pouco mais um jovem músico de jazz que também compõe. Todo este registo flui como uma suite extremamente bem concebida e condignamente abrilhantada pelo contributo de todos os músicos do quinteto, tanto pela forma como estes dão corpo ao material composto como pelo elevado nível das improvisações que se vão seguindo ou sobrepondo de forma extremamente natural e orgânica.

    (...)As audições sucessivas do disco (...) permitem a descoberta de vários aspectos reconhecivelmente singulares e sobejamente interessantes no seu fraseio improvisado e no modo como liga as intervenções dos restantes músicos.

    Paulo Barbosa, Jornal Público – Jazz XXI, 2010
  • É notório o carácter cinemático da música de Nuno Costa, a que não será alheio o facto de ter cursado precisamente a temática da banda sonora em Berklee e bem assim o de se ter dedicado recentemente a vários projectos de “música visual”, como refere o guitarrista.

    Esta característica cinematográfica da música de Nuno Costa tornou-se ainda mais evidente com a presença do trompete de João Moreira, que tão bem sabe cultivar a aptidão cool do seu instrumento, geralmente acoplado a alguns efeitos sonoros que acentuam ainda mais as notas impressionistas do trompete e das pautas do guitarrista.

    (...)uma notável versatilidade, capaz de reinventar os seus temas de modo subtil através de uma constante busca de novas sonoridades que, sem surpresa, o conduzem invariavelmente para ambiências cada vez mais cinemáticas e imagéticas.

    O guitarrista vai assim apurando a sua música, numa estética que tende para uma cada vez maior limpeza e simplicidade.

    Blog Riffs & Strides, 2010